Forças de paz das Nações Unidas enviaram uma força de reação rápida para proteger civis e instalações essenciais durante confrontos mortais em Rumbek, no Sudão do Sul, informou a missão da ONU em 13 de outubro de 2026. A operação incluiu proteção hospitalar, patrulhas e a retirada de 17 trabalhadores humanitários da vizinha Amok Payam.

O envio ocorreu após a violência intercomunitária de 8 e 9 de outubro de 2026. Relatos posteriores mostram que os balanços oficiais continuam inconsistentes, mesmo com autoridades descrevendo o retorno de uma calma relativa.

A proteção se concentrou em instalações expostas

A UNMISS informou que soldados nepaleses da força de paz foram ao Hospital Estadual de Rumbek após receber relatos de que pacientes feridos corriam risco de ataque. Seu comandante, o tenente-coronel Lekhnath Katwal, também descreveu patrulhas na cidade e ao redor do complexo humanitário e do aeroporto.

A missão disse ter enviado um comboio para retirar os cooperantes de Amok Payam, ao norte de Rumbek. Seu relato descreve uma intervenção protetora específica, sem afirmar que as forças de paz resolveram o conflito mais amplo ou garantiram a segurança de todos os bairros afetados.

Uma equipe civil liderada por Hiroko Hirahara, diretora de assuntos civis da UNMISS, também se reuniu com autoridades estaduais, líderes comunitários, sociedade civil e agências humanitárias. A missão apresentou esse diálogo como parte dos esforços para evitar nova violência depois da resposta imediata de segurança.

Os balanços oficiais de mortos continuam diferentes

A UNMISS reproduziu os números das autoridades estaduais: 60 mortos, 78 feridos e cerca de 500 famílias temporariamente deslocadas. Eram números atribuídos às autoridades, não uma contagem de vítimas verificada separadamente pela ONU.

Em 15 de outubro de 2026, a Radio Tamazuj relatou versões diferentes do Exército e de autoridades locais. O porta-voz militar, major-general Lul Ruai Koang, estimou cerca de 40 mortes, incluindo 10 a 11 integrantes das forças organizadas, e disse que o número poderia mudar.

O diretor executivo do condado de Rumbek Central, Padhil Maker, apresentou à emissora um balanço de 46 mortos e 65 feridos nos ataques de sexta-feira na cidade. A mesma reportagem observou que o Ministério da Informação nacional havia anunciado antes uma contagem preliminar de 71 mortos.

Esses relatos descrevem abrangências de registro e etapas de avaliação diferentes. Não é seguro somá-los em um único total nem tratá-los como correções sucessivas sem prova de que as autoridades contaram os mesmos incidentes. A distinção é central para entender como as cifras de vítimas de conflitos são verificadas e revisadas.

O toque de recolher acompanha a resposta militar

As autoridades locais também impuseram um toque de recolher noturno de 14 dias em 12 de outubro de 2026, segundo a Radio Tamazuj, citando o comunicado do comissário do condado. O horário anunciado foi das 18h30 às 7h00; forças de segurança deveriam patrulhar áreas residenciais contra saques e ataques de retaliação.

A ordem determinou que criadores de gado armados permanecessem fora de Rumbek. Também buscou a cooperação dos moradores e dos líderes tradicionais, mostrando que a resposta das autoridades foi além do envio de mais pessoal.

Os relatos publicados estabelecem que medidas de proteção e restrições foram introduzidas. Não estabelecem uma lista final de vítimas, por quanto tempo o reforço da ONU permanecerá ou se as disputas subjacentes foram resolvidas. A calma relativa é, portanto, uma avaliação das condições no momento do relato, e não prova de que terminou o risco de novos combates.