Reino Unido e França liderarão conjuntamente o Koalicja de 9 a 22 de novembro de 2026, com 2.800 militares preparando uma possível missão de pós-guerra na Ucrânia, anunciou o Ministério da Defesa britânico em 3 de novembro. Segundo o programa, o exercício se concentra na Polônia e inclui um componente marítimo separado organizado a partir de Istambul. O ministério chama o Koalicja de primeiro grande exercício da Força Multinacional Ucrânia, ou MNF-U, braço militar da Coalizão de Voluntários. A expressão identifica a formação e o ensaio atuais, enquanto o anúncio polonês de julho demonstra que planos de uma missão europeia de garantia de segurança e de exercícios na Polônia já eram públicos antes das datas de novembro.

O ministério lista 11 participantes: Bélgica, Estônia, França, Alemanha, Lituânia, Países Baixos, Polônia, Espanha, Suécia, Turquia e Reino Unido. Embora a BBC, reproduzida pelo AOL, tenha mencionado 12 países europeus, a relação nominal oficial sustenta 11; os efetivos do ministério incluem componentes terrestres, aéreos e marítimos.

Um ensaio maior de um plano já existente

A ideia antecede esse anúncio: o gabinete do primeiro-ministro polonês informou em julho que forças britânicas e francesas treinariam na Polônia no outono europeu. A UATV também relatou a expectativa do vice-ministro Pawel Bejda de receber cerca de 1.500 militares desses países em setembro para praticar movimentos de pessoal e equipamento.

Comparado com aqueles planos publicados, o anúncio de novembro apresenta um efetivo maior e uma coalizão nominal mais ampla, com atividades aéreas e marítimas além dos movimentos terrestres. A reportagem anterior da UATV descrevia uma chegada esperada, não um exercício concluído, portanto não demonstra sozinha que uma edição separada tenha efetivamente ocorrido em setembro.

Movimentar, proteger e abastecer a força

O ministério britânico afirma que o ensaio testará o deslocamento, a proteção e o abastecimento de uma força destinada a ajudar a reconstruir as Forças Armadas ucranianas após os combates. Seu programa inclui estruturas de comando e controle e integração de componentes nacionais, testando na prática se as unidades conseguem operar em conjunto.

O Reino Unido fornecerá cerca de 300 militares, incluindo tropas da 7ª Brigada, caças Typhoon da RAF e um avião-tanque Voyager, segundo o ministério. O mesmo anúncio prevê simular a proteção da aviação comercial quando o espaço aéreo ucraniano reabrir, enquanto forças turcas em Istambul testam a organização da remoção de minas para acesso aos portos ucranianos.

Exercício não equivale a decisão de envio

A Associated Press informou que a força proposta só seria enviada depois de um cessar-fogo e não constituiria operação da OTAN nem missão de monitoramento da trégua. A agência também descreveu dúvidas sobre o apoio americano e a oposição russa, obstáculos à transformação dos preparativos em uma missão acordada no território ucraniano.

O anúncio britânico não define data final de envio, mandato vinculante, regras de engajamento completas ou efetivo definitivo; a BBC relata que autoridades não puderam especificar a configuração final. Os 2.800 militares medem, portanto, este exercício, não um compromisso de enviar a mesma força à Ucrânia, e os relatos citados não estabelecem a conclusão de um acordo de paz.